segunda-feira, 13 de março de 2017

Criamos com Amor o seu melhor amigo!






História da Raça Pug








Sempre houve muita controvérsia sobre a origem do Pug. A verdade é que praticamente nada se sabe sobre como, quando ou porque esses cães de focinho chato, pelagem curta e cauda encaracolada vieram à existência. Há, no entanto, muito poucas dúvidas sobre o seu local de origem: a China. Há boas razões para acreditar que todas as raças de focinho curto, com exceção do bulldog e os membros colaterais de sua família, tiveram origem no oriente.

Duas hipóteses sobre o início da formação da raça foram levantadas, mas hoje já são totalmente descartadas. A primeira seria a crença de que os pugs descendem e tornaram-se um tipo de mastiff pigmeu. Essa idéia provavelmente surgiu do fato de que os primeiros pugs a chegar na Inglaterra foram por vezes referidos como mastiffs holandeses. O único ponto real de semelhança entre o mastiff e o pug fulvo é a cor e pelagem. A estrutura dos crânios das duas raças varia enormemente e isso é o suficiente para demonstrar que é muito improvável que o pug tenha qualquer ligação com o enorme molossus, conhecido pelos fenícios, de quem o mastiff, o alaunt medieval e o bulldog descendem. O segundo engano é supor que o focinho curto do pug tenha sido provocado por esmagamento ou danos aos ossos nasais em filhotes. Obviamente, uma operação dessas afetaria o indivíduo, mas não seus descendentes.

Criação seletiva não é novidade e tem sido praticada por diversas razões há séculos. Cães de focinho curto parecem ter sido conhecidos na China muitos anos antes da era cristã, já que “cães de boca curta” são mencionados por Confucio (cerca de 551 aC). Registros do século I dC mencionam cães, conhecidos como “pai”, que traduzido parece significar um cão de pernas curtas e cabeça pequena, cujo lugar era debaixo da mesa. Desse período em diante, uma série de imperadores parecem ter tido interesse em cães pequenos, muitas vezes à custa de suas funções imperiais. A única forma de obter alguma idéia da aparência de cães chineses é a partir de desenhos e pergaminhos. Estes, como a maioria das obras de arte orientais, são extremamente estilizados, mas parece que três tipos principais de cães pequenos foram destacados: o cão leão, o pequinês e o lo-sze, e é desse último que os pugs europeus parecem a descender. Imagens mostram que o lo-sze era parecido com o pequinês, exceto por sua pelagem curta e cauda sem franjas. As cores variavam e a maioria dos cães tinham mais que uma cor. Os principais requisitos físicos do lo-sze eram que eles deveriam ser o menor possível, que a pelagem deveria ser curta e a pele muito elástica, pois era essencial que ele exibisse a “marca do príncipe”, que eram três rugas na testa e uma barra vertical, formando assim o caracter chinês para a palavra “príncipe”. Uma marcação (diamante) na testa era também muito apreciada. Um corpo compacto, bons ossos e uma face plana, bem como um queixo quadrado eram valorizados, e embora muitos dos cães tivessem suas caudas encaixadas, o rabo enrolado, bem como a curva dupla eram todos conhecidos e permitidos. As orelhas, comparadas por um escritor à metade de um damasco seco, eram posicionadas um pouco mais para o lado do crânio do que as do pequinês e outras raças similares.

Não há muito mistério sobre a migração de pequenoscães orientais para os países do ocidente. Houve comércio de seda e outras mercadorias entre a China e o mundo ocidental já no tempo da dinastia Han (ano 200 aC). Relações comerciais com Portugal foram abertas em 1516, com a Espanha em 1575, e com a Holanda em 1604. Pedro, o Grande enviou uma embaixada à corte do Imperador K'ang Hsi (1662-1723), e está registrado que o enviado chinês que foi convocado para dar as boas vindas ao embaixador russo estava muito interessado em cães, vários dos quais acompanhavam o embaixador, e um ou dois lhe foram presenteados. Em um nível mais prosaico, não há dúvida de que os marinheiros de Portugal e Espanha estavam bem conscientes de que as senhoras das cortes de seus países representavam um ótimo mercado para cães de pequeno porte de uma nova raça.



O Pug chega à Europa

A referência mais antiga conhecida de um cão, que pode muito bem ter sido o precursor do pug, confirma a crença de que a Europa Ocidental conhecia o lo-sze antes dele ter sido visto na Rússia. A história deste pequeno cão, que salvou a vida de William, o Silencioso, o Príncipe de Orange e, assim, alterou a história da Europa, é um clássico na história do pug e aparece em “Relatos de Sir Roger William nos Países Baixos”, publicado em 1618, e refere-se a uma incidente que deve ter ocorrido entre 1571 e 1573. Na ocasião, houve um ataque surpresa dos espanhóis sobre o acampamento holandês. O cãozinho em questão, cujo nome acredita-se ter sido Pompey, acordou seu dono, antes de qualquer um de seus homens, com arranhões, chorando e pulando em seu rosto. Embora o cão tenha sido descrito como um “pequeno cão de caça branco”, pode-se considerar através de outras partes de sua descrição, que na verdade se tratava de um ancestral do pug moderno. Podemos, portanto, estabelecer com um razoável grau de certeza que pequenos, cães de focinho curto que existiam na China poderiam ter viajado do Oriente para o Ocidente nos séculos XVI e XVII, e havia uma boa razão para sua popularidade na Corte de William, o Silencioso e seus sucessores. É possível que tenha sido neste período que uma criação cuidadosa e seletiva mudou o corpo mais alongado do lo-sze para um cão mais compacto que, eventualmente, recebeu o nome de pug. Durante os cem anos que se passaram entre o reinado de William, o Silencioso e a chegada à Inglaterra de seu bisneto, nada se ouviu sobre os pugs, exceto que eles estavam sempre presentes na corte holandesa.

Durante os últimos anos do século XVII, encontramos sinais da presença do pug em muitos países europeus, como França, Itália, Saxônia e muitos dos estados alemães. Originalmente conhecido na Holanda como “mopshond”, na França, como “doguin” e frequentemente na Inglaterra como mastiff holandês, não há certeza de como ou por que o nome “pug” começou a ser usado nesse país. No entanto, as palavras “pug”, “pugg” e “pugge” eram muitas vezes utilizadas para indicar afeto, e há muitos exemplos de seu uso. A palavra pode ter alguma derivação de “puck”, que era normalmente usada para indicar malícia ou maldade. Pug era um termo aplicado a pequenos macacos muito populares como animais de estimação nos séculos XVII e XVIII, e sem dúvida os cãezinhos travessos de focinho achatado tinham algo em comum, tanto em aparência quanto em comportamento com esses macaquinhos.



Na Inglaterra

William e Mary levaram pugs para a Inglaterra quando chegaram em 1688. Pouco depois, os cortesãos Ingleses e seus parentes não apenas se apaixonaram pelos pequenos recém-chegados, como também acharam que a posse de um deles seria uma maneira conveniente de expressar sua aprovação a seus novos monarcas. Nos anos que se seguiram, o pug se tornou um acessório essencial para as senhoras que queriam estar na moda. Isso continuou ao longo do século XVIII, atingindo seu auge na época de George III. Pintores, muitas vezes nos deixaram um útil registro da aparência dos cães do seu período, mas até o século XIX, temos pouca evidência visual da aparência dos pugs. A exceção, é claro, é o trabalho de Hogarth, que possuia um pug.



















O Pug no Continente

A frequente menção de pugs sendo levados para a Inglaterra vindos da Rússia e a dedução de que muitos bons exemplares foram produzidos lá, e que eram vendidos a um preço muito baixo no mercado, provavelmente tenha algum fundamento, mas não há nenhuma evidência real para apoiar essa tese.

A popularidade do pug na Europa Central pode ser deduzida através da quantidade de imagens de pugs de louça e porcelana que foram fabricadas, particularmente em Meissen. Quando os maçons alemães foram excomungados pelo Papa em 1736, continuaram as atividades ocultas sob o nome de "Mopsorden" ou a Ordem dos Pugs. Um livro publicado em 1789 menciona duas vezes Pugs na Itália. Na França, o pug era conhecido como a Carlin desde o início do século XVIII. Carlin foi um ator que ficou conhecido no papel de Arlequim, e o título refere-se provavelmente à máscara preta usada por ambos, ator e pug. Josefina, esposa de Napoleão foi, sem dúvida, apaixonada por seu pug, Fortune. Ela contava com a ajuda dele para levar mensagens secretas sob sua coleira para o marido enquanto ela estava presa em Les Carmes. Fortune deve ter tido uma natureza possessiva, pois é dito que ele mordeu o futuro Imperador quando ele entrou no quarto em sua noite de núpcias.

Curiosamente, temos muito pouca evidência da popularidade do pug na Espanha ou Portugal, embora possam muito bem ter sido marinheiros e comerciantes dessas nações os responsáveis pela vinda dos primeiros pugs do Oriente.

Nas primeiras décadas do século XIX, a popularidade do pug, sem dúvida, diminuiu. Parece que pode ter havido várias causas para isso. Não apenas pela inconstância da moda, mas aparentemente os pugs parecem ter se deteriorado, tanto em sua constituição, quanto na aparência. Aparentemente houve alguns cruzamentos experimentais de pugs com bulldogs, na tentativa de diminuir o tamanho desses últimos. Muito provavelmente, alguns destes exemplares mestiços foram vendidos como pugs. Com isso, aparentemente, o pug estava correndo o risco de perder sua típica máscara negra, enquanto sua pelagem estava ficando frequentemente áspera ou lanosa. Em outras palavras, muitos pugs perderam suas mais atraentes características físicas: a máscara negra e a pelagem curta, espessa e brilhante. Os "pugs de pelo rústico" que causaram uma espécie de sensação no final do século foram, provavelmente, reminiscências de um ancestral mestiço nascido cerca de oitenta ou noventa anos antes. No entanto, uma vez que as exibições competitivas de cães iniciaram apenas em meados do século, os pequenos problemas de características do pug provavelmente não afetaram a relação do público com a raça, e pode-se presumir que, além a mudança na moda, o caráter, inteligência e temperamento do pug deviam estar em baixa na época. O Pug, porém, nunca permaneceu na impopularidade por muito tempo e o renascimento do interesse na raça logicamente coincidiu com o grande surto de entusiasmo pelos cães e sua criação, que iniciou em meados do século XIX.

Após a proibição do “bullbaiting” (luta contra touros) em 1835, começou a haver uma procura por alguma forma das pessoas mostrarem a superioridade de seus cães. Em 1859 as exposições de cães e competições atraíram uma quantidade considerável de homens proprietários de cães. Eles eram rudes, durões e realmente competitivos, e havia muitas práticas desleais e malandragens. Pedigrees, quando existentes, eram raramente confiáveis até que o Kennel Club (fundado em 1873) se esforçou para registrar o pedigree dos cães e suas vitórias. Isso resultou no primeiro “Stud Book”, que registrou os vencedores e seus pedigrees em shows realizados entre 1859 e 1874. Cerca de 60 pugs foram listados nesse volume. A influência do Kennel Club foi crescendo através dos anos, à medida que a entidade era responsável pelas exposições de cães, cuja quantidade estava sempre aumentando, e ensaios de campo, sobre os quais assumiu o controle. Com a respeitabilidade crescente das exposições caninas, expositoras do sexo feminino se tornaram mais comuns, o que tornou possível o retorno do gosto do público por raças como o pug. Duas linhagens parecem ter dominado a primeira metade do século XIX. A mais antiga foi a Morrison. Esta parece ter sido baseada no sangue de cães reais, presumivelmente os da rainha Charlotte, esposa de George III. A outra linhagem de destaque foi a do Senhor e Senhora Willoughby d'Eresby. Nesta, linhas de sangue importadas (da Rússia ou Hungria) foram empregadas para trazer a tão necessária melhoria no tipo. Os cães criados pelos senhores Morrison e o Willoughby d'Eresby foram os de maior importância a partir do ano de 1840. Até os dias de hoje é bastante comum falar-se de um pug Willoughby (de pelagem com coloração fulvo de tonalidades mais frias, com faixas escuras largas, muitas vezes semelhantes a selas de cavalo nas costas, corpo mais esguio e pernas mais longas) ou Morrison (pelagem puxando para o damasco intenso, marcação nas costas de uma tonalidade marrom claro, corpo mais robusto e compacto).

A próxima, e talvez a mais importante infusão de sangue fresco, veio da China. Diz-se que Lamb e Moss foram capturados no palácio do imperador da China na década de 1860 e depois levados para a Inglaterra (a história que se assemelha muito à do saque do pequinês do Palácio de Verão em 1860). Estes dois cães foram os pais de Click, que se tornaria um dos mais importantes pugs em toda a história da raça e cuja influência foi tão grande, senão maior, nos Estados Unidos do que na Inglaterra. O Pug Club foi fundado em 1883 e logo estabeleceu um padrão para a raça. Em 1886 os pugs pretos começaram a ser seriamente considerados. Certamente houve nascimento de pugs pretos antes disso. Eles surgiam ao longo do tempo em ninhadas de filhotes fulvo, mas eram prontamente descartados. Um ou dois desses filhotes parecem ter escapado de um trágico fim, pois Hogarth, sempre um amante de pugs, pintou um deles em “A House of Cards”, de cerca de 1730. Também é sabido que a Rainha Vitória possuía um pug preto que tinha forte marcação de branco (imagem ao lado). Este cão pode ter vindo da China, e é certo que quanto mais próximo um cão ou cadela era de uma ascendência oriental, maior sua probabilidade de gerar filhotes pretos. No final do século XIX a popularidade do pug estava mais uma vez em declínio. O rival da raça foi primeiramente o lulu da pomerânia, que posteriormente deu lugar ao pequinês. Quem estuda a história do pug não pode deixar de ficar impressionado com a quantidade de altos e baixos de sua popularidade, mas a raça tem tido sorte por sempre ter havido uma quantidade suficiente de criadores apaixonados, que foram mantendo suas características, de modo que mesmo quando da raça esteve numericamente fraca, manteve sua tipicidade e temperamento.



O Pug na América

Os pugs desembarcaram pela primeira vez nos Estados Unidos logo após a Guerra Civil Americana. Em 1885, os pugs já eram exibidos em todo o país. O American Kennel Clube Stud Books mostra que para os anos de 1900 a 1920, poucos criadores registraram seus pugs e algumas exposições de beleza não tiveram a participação de exemplares da raça. Foi em 1931 que um grupo de criadores e expositores da Costa Leste decidiram formar um Clube, o "Pug Dog of America" e em 1 de dezembro de 1931 o clube foi formalmente reconhecido pelo American Kennel Club.





O Pug no Brasil

Os primeiros exemplares da raça chegaram ao país na década de 50, mas por anos a raça foi considerada rara, cara e de difícil criação. Porém, os criadores brasileiros começaram a melhorar a qualidade de seus cães com importações mais significativas na década de 80. O pug começou a ficar mais conhecido no Brasil no final da década de 90, através da presença de uma exemplar da raça, a cadela Inès, na novela Por Amor, de Manoel Carlos, exibida pela Rede Globo de Televisão. Em um dos capítulos, Inès se casa com Fadul, pug dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai.

A partir daí, a quantidade de admiradores da raça vem sempre crescendo. Porém, mesmo com o aumento constante da demanda, os criadores sérios da raça não deixaram de lado a qualidade de seus cães e vêm constantemente melhorando seus plantéis com cruzamentos seletivos e importações.



Abaixo, mais alguns registros antigos da raça:





























Fontes:
"The Pug" - Susan Graham Weall
"The Complete Pug" - Ellen S. Brown
"Pug" - Juliette Cunliffe

Padrão do Pug














CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale



Classificação F.C.I.:

Grupo 9 - Cães de Companhia

Seção 11 - Cães Molossos de Pequeno Porte



Padrão FCI no 253 - 02 de setembro de 2009.

País de origem: China

País Patrono: Grã-Bretanha

Nome no país de origem: Pug

Utilização: Companhia - Sem Prova de Trabalho



NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO


1 – Trufa 13 – Perna 25 – Braço
2 – Focinho 14 – Jarrete 26 – Ponta do Esterno
3 – Stop 15 – Metatarso 27 – Ponta do Ombro
4 – Crânio 16 – Patas
5 – Occipital 17 – Joelho
6 – Cernelha 18 – Linha inferior
7 – Dorso 19 – Cotovelo a – Profundidade do Peito
8 – Lombo 20 – Linha do solo
9 – Garupa 21 – Metacarpo b – Altura do Cotovelo
10 – Raiz da cauda 22 – Carpo
11 – Ísquio 23 – Antebraço a + b = Altura do Cão na Cernelha
12 – Coxa 24 – Nível do Esterno na Cernelha






APARÊNCIA GERAL: decididamente quadrado e massudo, ele é “multum in parvo” (cão compacto e atarracado), como mostra sua forma compacta, suas boas proporções e sua musculatura rija.



COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: charmoso, digno e inteligente. Equilibrado, feliz e de muita disposição.



CABEÇA: larga, redonda, não em forma de maçã.



REGIÃO CRANIANA

Crânio: sem sulco. Rugas claramente definidas.



REGIÃO FACIAL

Trufa: narinas bem abertas.

Focinho: curto, truncado, não arrebitada.

Maxilares / Dentes: ligeiramente prognata inferior. Torção de mandíbula, dentes ou língua à mostra são altamente indesejá-veis. Mandíbula larga com os incisivos, quase em uma linha reta.

Olhos: escuros, muito grandes, de forma globular, expressão doce e afetuosa, muito brilhantes e quando o cão está excitado, cheios de fogo.

Orelhas: finas, pequenas, macias como veludo preto. Há dois tipos:

• orelha em rosa: pequena, caída, que se dobra para trás e descobre o pavilhão auditivo externo;

• orelha em botão: caída para a frente, a extremidade junto ao crânio, de maneira a cobrir o orifício da orelha e direcionada para os olhos. A preferência é dada às últimas.



PESCOÇO: ligeiramente arqueado para se assemelhar a uma crista; forte, espesso, com bastante comprimento para portar a cabeça orgulhosamente.



TRONCO: curto e compacto.

Dorso: linha superior plana; nem selada, nem carpeada.

Peito: largo e com boas costelas.



CAUDA (espiral): inserida alta, enrolada tão firmemente quanto possível sobre a anca. Enrolada duas vezes, é altamente desejável.



MEMBROS

Anteriores: pernas muito fortes, retas, de comprimento moderado, bem colocadas

debaixo do corpo.

Ombros: bem inclinados.

Posteriores: pernas muito fortes, de comprimento moderado, bem debaixo do corpo,

retos e paralelos, quando vistos por trás.

Joelhos: bem angulados.



PATAS: não tão compridas quanto os pés de lebre e nem tão redondas quanto os pés de gato; dedos bem separados, unhas pretas.



MOVIMENTAÇÃO: vistas de frente, as pernas anteriores devem se movimentar bem debaixo dos ombros; as patas bem direcionadas para a frente, não virando nem para dentro, nem para fora. Vistas por trás, a ação deve ser igualmente correta. Usa os anteriores com grande força, colocando-os o mais à frente possível, com os posteriores se movendo livremente, fazendo um bom uso dos joelhos. Um ligeiro “roll” dos posteriores é típico dos seus movimentos.



PELAGEM

Pelo: fino, liso, macio, curto e brilhante, nem duro, nem lanoso.

COR: prata, abricó, fulvo ou preto. Cada uma claramente definida para fazer um completo contraste entre as cores, o traço (uma linha preta que se estende do occipital até a raiz da cauda) e a máscara. Marcas claramente definidas. O focinho, a máscara, orelhas, marcas nas bochechas, marca do polegar ou diamante na testa e o traço devem ser o mais preto possível.



PESO: 6,3 kgs a 8,1 kgs.



FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.



NOTAS:

• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.


sexta-feira, 10 de março de 2017

COR / SAÚDE Problemas de saúde ligados à cor


COR / SAÚDE

Problemas de saúde ligados à cor

Existem alguns genes de cores que pode, ocasionalmente, causar problemas de saúde em cães, principalmente o merle.
Duplo Merles

O merle homozigoto (ou "double") tem duas cópias do gene merle, e isso prejudica severamente sua capacidade de produzir o pigmento, deixando grandes áreas brancas no cão. Pigmento é realmente necessário para certas partes do corpo, para funcionar corretamente, então a falta de pigmento pode causar problemas de saúde.
Cães com grandes quantidades de branco causados ​​pelo alelo malhado homozigoto (s p), como Bull Terriers, Boxers e dálmatas, também pode ter alguns dos mesmos problemas de saúde como merles duplos, particularmente surdez (que é um grande problema em Dálmatas) .

A falta de pigmento em determinadas partes do ouvido interno pode causar surdez, que pode ser unilateral (apenas uma orelha) ou bilateral (ambas as orelhas). É comumente legar-se que os cães com orelhas brancas são sempre surdo, mas na verdade não é bem assim. Um cão pode ter orelhas e ouvidos pigmentados, mas ainda ser surdo, e um cão com as orelhas brancas pode não ser surdo.

O gene duplo merle também pode causar deformidades oculares. Isto é porque o local das células oculares em um embrião passa a ser o mesmo lugar que o pigmento começar a aparecer. Se houver um problema com o pigmento, este pode, por conseguinte, afetar o desenvolvimento dos olhos. Os problemas incluem olhos de forma irregular, olhos subluxadas (não está posicionado no lugar certo), microftalmia (olhos pequenos, de forma anormal geralmente com deficiência visual), e outras anormalidades, menos visíveis, causando cegueira e visão ruim.

A falta de pigmento em qualquer lugar no cão pode tornar a pele muito mais sensível ao sol. Este é um problema particular no nariz, como é então exposta, mas qualquer área da pele rosa é susceptível a queimadura solar e o cancro de pele. O mesmo problema ocorre com qualquer animal que tenha pouco ou nenhum pigmento. Os gatos brancos são, provavelmente, o exemplo mais conhecido. As taxas de câncer de pele em gatos brancos são extremamente elevados e uma proporção surpreendente dos gatos com orelhas brancas acabam tendo suas orelhas amputados para deter a disseminação do câncer. A principal forma de prevenir queimaduras solares em animais é o mesmo que com os seres humanos - aplicar protector solar!


Cores Diluídas

Há um equívoco comum que cores diluídas são de alguma forma naturalmente doente - isto não é verdadeiro. O gene de diluição faz diminuir a capacidade das células para produzir o pigmento, mas apenas na medida em que faz com que o pigmento que é feito para ser menos intensa. Tal como acontece com a maioria dos recessivos, o alelo diluído é de alguma forma "defeituoso", mas é apenas com defeito na sua capacidade de produzir força total de eumelanina.
A capacidade ou incapacidade das células de produzir força total de eumelanina não afeta a saúde do cão, simplesmente sua cor.

Dito isto, a idéia de cores diluídas como insalubre provavelmente tem seus fundamentos quando se fala em Alopecia por diluição da cor (CDA). Esta é uma doença genética que causa aparentemente problemas de perda de pêlo. Um cão com esta desordem normalmente aparecem "sarnento" e tem perda de cabelo parcial. Geralmente são acometidos os cães azuis e isabellas. Mas qualquer cor pode levar CDA ou ser homozigotos para isso, mas apenas os exemplares Azuis e Isabellas terão os sintomas desta doença.

O CDA não ocorrem em todos os diluidos e sua freqüência varia entre raças. É particularmente comum em Dobermanns, ocorrendo em até 80% dos cães com cores diluídas. Existem cores diluídas em outras espécies, como ratos e são causadas pelo mesmo gene, e ainda CDA não é conhecida nestas, o que implica que não é uma conseqüência inevitável da diluição. Pensa-se que a CDA podem ser causadas por um gene específico de diluição - rotulados d l. Tal como existem diferentes alelos de b diferentes que todas causam a cor do fígado (fenotipicamente o mesmo, de modo que só se distinguem através de teste genético), é provável que haja um número de diferentes alelos de d, bem como, e apenas uma destas causas CDA.
O que isto significa é que a CDA é provavelmente causado por um alelo recessivo, mas poderia, teoricamente, ser evidado com testes genéticos.



Este Pinscher Azul parece ter alopecia leve. Sua pelagem é maçante e ao invés de ter um brilho saudável, e parece fina e irregular.

O mesmo problema também pode ocorrer (embora raramente) em cães pretos ou fígado, e é conhecido como Displasia Folicular. Ela afeta os pêlos preto / fígado só, deixando todos os outros pêlos normais. Porque esta doença é tão rara, que muitas vezes não é diagnosticada. Eu conheci uma cadela Whippet que era branca, exceto por umas mancha negras em suas costas, que eram careca. Sua condição intrigou uma série de veterinários e especialistas da pele, que sugeriram vários tipos de sarna e alergias, e ele nunca foi devidamente diagnosticado como tendo Displasia Folicular. Infelizmente para cães com condições genéticas de perda de pêlo, não há cura, mas são na sua maioria inofensivos.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Esta é a radiografia de um pug. A raça que o ser humano têm destruído a vida

Esta é a radiografia de um pug. A raça que o ser humano têm destruído a vida
O cruzamento de raças é um dos principais fatores para a grande degeneração das raças e sofrimento dos animais. Uma das raças mais afetadas por essas leis de Eugenia é o Pug ou o Carlino.
Na maioria das vezes, os caninos são condenados a uma vida de sofrimento, quando cruzados com outras raças. Muitos têm problemas respiratórios devido ao capricho Humano. A parte estética é algo que importa muita para certas pessoas, por isso, tentaram ao máximo que os narizes de certo cachorros fossem quase inexistentes, de tão pequeninos que são.
Ao ver uma radiografia desses animais você compreenderá:




Os ossos da face nestas raças de cachorros foram comprimidos, mas não o tecido circundante,. O que obstrui o fluxo de ar, forçando outros músculos a trabalhar mais para que o animal possa respirar.
Ao longo da vida do seu patudinho, os mecanismos anatômicos que compensam a hiperatividade nos músculos faciais caninos podem falhar, resultando em uma crise respiratória.
Para compreender melhor, compare a radiografia com a estrutura óssea craniana de um pastor alemão!





Embora os cruzamentos de pastor alemão também dão errado e eles sofrem de vários problemas na parte inferior do corpo. O crânio é estruturalmente semelhante a um lobo, animal do qual descendem todos os cachorros.





Por que todos os caninos têm um focinho comprido?
A resposta curta é porque o nariz é evolutivamente melhor. Ou seja, que lhes permite rastrear, cheirar, comer e mastigar mais facilmente do que se tivessem um focinho curto.
E os pugs?

Peludos com focinho achatado, não têm espaço no maxilar para os dentes e assim muitas vezes têm problemas de mordida e dentição, e um maior risco de periodontite.
Quanto aos seus olhos, não têm espaço suficiente, daí serem anormalmente grandes. Por estarem tão perto do nariz, eles não têm a proteção que fornece focinho comprido quando farejam o chão e muitas vezes sofrem muitos mais acidentes oculares.
O grave problema dessa raça cruzada é mesmo a respiração!

Seu nariz é apertado, sua curta traqueia e palato ao longo das quais, em conjunto, torna-se difícil respirar normalmente. Isso impede que termo regulem corretamente, podendo resultar em hipertermia, desmaio, insolação, problemas digestivos e apneia do sono.
Os problemas de saúde os obrigou a levar uma vida sedentária, pois estão sempre cansados, com tudo o que isso implica: Uma curta expetativa de vida. Uma característica que compartilha com outras raças de focinho curto, os Bulldog Inglês, Buldogue Francês, o Pugilista, Boston terrier, o Pequinês e Shih-Tzu.
Os cachorros são nossos melhores amigos, mas ficou claro que nós não somos os melhores amigos deles? Somos os responsáveis diretos pela vida de sofrimento que essas raças levam. Isso tudo por causa de nosso egoismo e vaidade humana de ter um canino com essas caraterísticas.
Resumindo, a domesticação e cruzamento de raças estão destruindo nossos amiguinhos de quatro patas! Para que tudo volte a ser equilibrado, devemos nos afastar dessas práticas e deixar que sejam os próprios animais a se reproduzir. Será que algum dia isso vai acontecer? Esperemos que sim, para o bem de nossos patudos!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Conhecendo Sobre os pugs






SOBRE O PUG


O pug é um cão de companhia por excelência. Seu prazer é estar com as pessoas, e sua finalidade é divertir os ”seus” humanos. Com suas brincadeiras, querem cativar as pessoas, o que conseguem com grande sucesso.


Um pug geralmente se torna o dono da casa, e embora eleja uma pessoa, e a siga como uma sombra, ele ama a todos, inclusive às crianças. Em sua maioria festejam os estranhos, embora haja aqueles mais raros que sejam um pouco mais reservados.


Costumamos perguntar a quem nos solicita um filhote, se estão preparados para ter um pug. Pois isso significa atendê-lo em sua expectativa de ser um cão muito amado, de não deixá-lo só durante todo um dia de trabalho, de não criá-lo em quintal, privado do convívio direto com as pessoas, e muito menos deixá-lo isolado em um canil. Alguns adoecem nessas situações.


Adquirir um pug significa ter o compromisso de escovar o seu pelo diariamente para que o seu sofá não fique cheio deles, e mesmo assim tolerar algum pelo pela casa. De limpar as dobrinhas do nariz pelo menos uma vez por semana. De protegê-lo das brincadeiras de crianças menores, já que as quedas podem provocar fraturas, por serem muito pesados. De verificar com frequência os seus olhos, que são dados a se ferirem, pois não têm o focinho para protegê-los de traumas. De se divertir com seu ronco. De evitar sair com ele à rua num dia de muito calor, colocando-o em lugar fresco e ventilado. De jamais deixá-lo preso no carro estacionado, enquanto você faz as compras (você pode não encontrá-lo vivo, pelo calor e pelo stress). De não fazer caminhadas puxadas, e muito menos corridas com ele.


É adquirir um novo membro da família, e ter a certeza de ganhar um grande companheiro, um cão muito especial. Costuma-se dizer que uma pessoa não viveu, até pertencer a um pug!
SOBRE A CRIAÇÃO


O pug se tornou uma raça mais popular, e sempre que isso acontece, muitas pessoas se interessam em criar. Porém, criar pugs é trabalhoso e caro, podendo contrariar uma expectativa de lucro. Por vezes, a cesariana é necessária, podendo trazer complicações que levem à morte, quando não atendidas a tempo por um veterinário experiente com os pugs (principalmente na difícil arte de anestesiá-los com segurança).


Poucas pugs são boas mães, e a sobrevivência da ninhada, que é bem frágil, dependerá do criador: os filhotes deverão ser mantidos aquecidos e não poderão ficar junto com as mães sem supervisão, pelo menos até abrirem os olhos (às vezes até por um tempo maior), pelo risco das fêmeas se deitarem sobre eles.


Devemos colocá-los para mamar e fazerem suas necessidades a cada duas horas, dia e noite, até os 15 dias de idade. Depois vamos aumentando os intervalos das mamadas, até que estejam prontos para iniciar o seu desmame, com 45 dias.


É da responsabilidade do criador encontrar bons lares para os filhotes. Os futuros proprietários devem ser conscientizados das características e necessidades físicas e emocionais dessa raça tão peculiar, e o criador responsável deverá assumir o compromisso de recomprar ou recolocar os filhotes de sua criação, que não possam mais ficar com seus donos, por qualquer que seja a razão.


Uma fêmea não deverá ter mais do que 4 ninhadas, mesmo em caso de partos normais, pois gestar e amamentar representam uma sobrecarga. Normalmente castramos as fêmeas após 6 anos de idade.


Quem desejar se tornar um criador, deverá escolher pugs saudáveis, adquiridos em criadores sérios. Mesmo quando não puderem mais reproduzir, os cães deverão permanecer com o criador, cuidados e amados até o final de suas vidas.


Adaptação do texto “ Breeding or Spaying/Neutering” (Pug Dog Club of America).




SOBRE A CASTRAÇÃO


Tenhamos em mente que ter uma ninhada não é uma necessidade para as fêmeas, como se acredita. Fêmeas castradas geralmente vivem mais e melhor.


A probabilidade de câncer de mama diminui consideravelmente, após a castração, eliminando também o inconveniente do cio, para as que não se destinam à procriação.


É também aconselhável a castração dos machos de companhia, e daqueles que não reproduzem mais. Os machos castrados não têm o risco de câncer testicular, e são menos propensos aos problemas de próstata.


As fêmeas ou machos castrados não se tornam gordos e lentos. Isto se deve à alimentação inadequada e à falta de exercício.


Muitos encaram erradamente a castração como uma agressão ao animal, mas certamente desconhecem os benefícios de se castrar um macho ou uma fêmea que não vão reproduzir.


Garantir uma boa vida aos nossos pugs deve ser o nosso objetivo, como uma recompensa a quem faz da nossa uma vida mais feliz.


Adaptação do texto “ Breeding or Spaying/Neutering” (Pug Dog Club of America).