segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Cuidado ao verem anúncios de Dachshunds raros, , arlequins brancos e etc...

Não existe Dachshund Branco.....
Todas as cores estão presentes em todas as raças, porém o homem foi selecionando as raças de acordo com as suas funções e selecionaram também as cores que seriam cabíveis para cada raça.
Com isso no Dachshund fixaram-se as cores, preto (sempre com manchas tan), canela (com todas as suas tonalidades), chocolate (sempre com manchas tan), e o arlequim. Dentre estas cores que são as comuns no dachshund podemos citar a cor preta como dominante e as cores canela (ee) e chocolate (bb) como recessivas. O arlequim é uma variação de pelagem com carater dominante, porém ele está sempre acompanhado também do preto, canela ou chocolate.
Devemos frisar aqui que a pelagem arlequim tem um carater dominante portadora de uma doença letal chamada de fator merle. Esta doença se manifesta quando existe um cruzamento entre os dois cães arlequins (Mm x Mm). O arlequim sadio se manifesta em heterozigose (Mm) e por isso sempre devemos acasalar o arlequim com uma cor sólida, como o preto (mm), chocolate (mm) ou canela (mm). Se acasalado arlequim (Mm) com arlequim (Mm) poderá nascer grande parte da ninhada homozigota (MM) assim sendo todos com o fator merle podendo ser cegos, surdos, estéreos ou com alguma má formação nos órgãos.
Não costuma-se acasalar arlequins com cães da cor canela e suas variações (dourado, vermelho e creme) pois nascem filhotes com manchas menos definidas e pouco destacadas. Mas existem criadores que fazem este tipo de acasalamento pois na verdade não é proibido.
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Também é bom lembrar que as cores recessivas não devem se misturar (canela e chocolate). Duas cores recessivas misturadas direta ou indiretamente podem produzir duplos recessivos (eebb). Estes tem o fenótipo canela porém eles portam olhos claros e trufa rosa ou marron. Estes cães tem predisposição a ter câncer de pele, dermatites crônicas e displasia folicular. É uma cor fora do padrão.
A displasia folicular se manifesta também em outras cores de pelagens fora do padrão e (ou) diluídas como a cor cinza ou izabela. A displasia folicular não tem cura, é uma doença de origem genética e pode ser controlada com muito tratamento e acompanhamento veterinário.

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O padrão tem tudo haver com a saúde das raças, ele existe exatamente para dar um suporte ao criador, os orientando baseando-se nas características fenotípicas, e indiretamente nas genotípicas também. Se no padrão diz que não é correto isto ou aquilo procure se informar e verá que está relacionado com a função do cão ou diretamente com a saúde dos mesmos

Padrão da raça Dachshund

História da Raça

A história do Dachshund é bastante antiga e segundo alguns historiadores, a raça surgiu há cinco mil anos, tendo sido encontrados seu nome e imagem gravados na tumba de um faraó.
O primeiro registro seguro da raça aparece em 1561, num livro de gravuras onde o Dachshund aparece de maneira inconfundível em sua estrutura física. O primeiro registro oficial foi feito na Alemanha em 1888.
O Dachshund foi desenvolvido por caçadores alemães que queriam um cão que fosse ao mesmo tempo ágil, resistente e suficientemente pequeno para que pudesse entrar nas tocas de animais como os texugos, lebres e coelhos e trazê-los para fora ao alcance da mira do caçador.
Além do corpo alongado e baixo, os caçadores precisavam de um cão com excelente olfato e muita determinação. Estava criado o Dachshund.
Através de cruzamentos seletivos, a raça foi desenvolvida em 9 variedades diferenciadas: 3 tamanhos (standard, anão e Kanichen) e 3 variedades de pelo: curto, longo e duro - ou arame (este último obtido graças à introdução de linhas de sangue de terriers). Para o acasalamento, no entanto, só são permitidos cruzamentos de cães de pelagens e tamanhos iguais.
Da Alemanha onde ganhou notoriedade pelas suas qualidades como caçador, o Dachshund foi levado para a Inglaterra no século XIX onde passou a fazer parte da corte inglesa, o que foi de grande importância para popularização da raça.
Nos EUA, a presença dos Dachshund começou com as importações de matrizes por volta de de 1879 e no Brasil chegaram junto com os colonizadores europeus e eram chamados "paqueiros" por serem exímios caçadores de pacas e sua popularidade o transformou em astro de comerciais, estrelando a campanha dos amortecedores COFAP.

Reformulação do padrão Oficial

A medição do tamanho Standard, antes feita pelo peso (de 7 a 9 kg), passou a ser pelo perímetro do tórax (acima de 35 cm), sistema que sempre foi usado para o Kaninchen (até 30 cm) e o Anão (de 30 a 35 cm). Todo criador responsável fornece pedigree, e sempre cruza somente dentro das variações!
Jamais se deve cruzar um Standart com um kanichen por exemplo, o que resultaria em um SRD sim!
Kanichen só cruza com Kanichen, Anão ou miniatura como queiram só cruza com anão. Standart só cruza com standart!

Temperamento do Dachshund

Se, no início, o Dachshund era um valente e destemido caçador, hoje deixou, em grande parte, de lado suas antigas atividades e transformou-se num animal de companhia. Em função do seu tamanho é uma excelente opção para o grande número de pessoas que mora em apartamentos especialmente porque aprende com facilidade os hábitos de higiene. Adapta-se bem a locais pequenos e não é do tipo destrutivo que rói os móveis e come as roupas. Inteligente, esperto e bastante brincalhão, o Dachshund é também um excelente cão de vigia. Sempre atento, e ao menor sinal de aproximação de estranhos ele late. É um excelente companheiro para crianças e brinca mesmo depois de velho. Convive de forma tranqüila com outros animais e com outros cães mas não foge de uma briga caso seja provocado.
Alguns criadores garantem que existem diferenças de temperamento conforme o tipo de pêlo, sendo que os de pêlos curtos seriam mais sociáveis e os pêlos duros mais agitados e até mesmo um pouco mais agressivos, mas isso não é comprovado nem mesmo consta do padrão da raça.
Outra característica importante da raça é sua independência, o que lhe valeu uma injusta fama de desobediente. Na convivência em família ele é um excelente companheiro, gosta e respeita a todos, mas requer um pouquinho de pulso firme, digamos assim. Mas em compensação é um cão que pode ficar sozinho uma parte do dia sem causar transtorno, como choros ou depressão. Caso precisem passar férias em um hotel tbm não costumam causar problemas, ficam numa boa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Shih tzu Mini/Micro/Imperial- Não Existe!

 Shihtzu Mini/Micro/Imperial- Não Existe!
Esse é um post esclarecedor  além do que já conhecemos sobre o padrão da raça Shihtzu, pois acredito que muitos criadores assim como nós, estão trabalhando a pureza , e a PRESERVAÇÃO  da raça , bem como a genética, enquanto  alguns "criadores" estão destruindo as caracteristicas reais do shihtzu, apenas para o comércio da raça.

Esse texto foi extraído do AMERICAN SHIHTZU CLUB e traduzido por mim.

As palavras "Imperial" e "Shihtzu Mini" são por vezes utilizados para descrever um Shih Tzu Pequeno. Devem ser considerado como o que eles realmente são .... UM MITO. Freqüentemente usado por criadores antiéticos para criar um mercado para os cães que não estejam em conformidade com o padrão da raça.
Estes cães pequenos não são o que o Shih Tzu tem sido desde que foi desenvolvido como uma raça distinta na China 's palácio imperial, nem o que que deveria ser.

Talvez você leia um anúncio no jornal local, pesquisas na internet, ou conhece alguém que adquiriu um Shih Tzu, usando as palavras "imperial" ou "mini" para descrever o quão incomum e especial (e ainda mais caro????) O seu cão pode estar. O padrão oficial da raça aprovado pelo American Kennel Club (AKC) e da American Shih Tzu Club (ASTC) apela para uma faixa de peso de 9 a 16 libras , que corresponde a  4,08 Kg e 7,25 Kg respectivamente.

O padrão da raça é uma descrição escrita do cão ideal de uma raça em particular pelo qual ele é produzido e julgados em exposições caninas. Os padrões da raça são utilizados por todas as organizações caninas. A primeira norma escrita para Shih Tzu foi a do Kennel Club de Pequim, em 1938, que afirma que o peso ideal para Shih Tzu foi de 10 a 15 libras o que corresponde a  4,53 Kg e 6,80 Kg respectivamente.

Hoje, padrões da raça Shih Tzu aprovado pelos registros de cães de raça ao redor do mundo são muito semelhantes ao Kennel Clube de Pequim 1938 standard. Eles reconhecem que uma das características marcantes do Shih Tzu é que ele não é um cão frágil. É muito sólido e robusto apesar das suas dimensões relativamente compactas.

Por que alguém iria querer afastar-se do peso preconizado no padrão da raça aprovada na AKC??  Para chamar a raça de nada? mas a AKC  reconheceu o nome? Poderia ser uma moda passageira que eles criaram a fim de obter um preço maior por um cão que não atender o padrão da raça? Estes criadores em particular, deliberadamente reduziu a raça à um  brinquedo já designadas. Ao fazer isso, eles se arriscam a saúde geral e a maravilhosa características distintivas da raça que os criadores responsáveis têm trabalhado muito e bem a preservar.

A verdade é sempre a mesma  "criadores" que, deliberadamente cruzam duas raça reconhecidas diferentes  para criar o que eles chamam de "designers dogs."

Muitos dos "criadores" de "shihitzu mini" menos respeitáveis  alegam que o seu Shih Tzu possuem o gene "imperial". Não há nenhuma prova de que tal gene existe. A redução de tamanho ocorre por meio de cruzamento do menor cão em uma menor para outro pequeno cão de outro menor, e assim por diante. Isto não só cria Shihtzu pequenos e anormais, mas também cachorros que podem ter problemas de saúde.

Isso não é indicativo de um "gene imperial", mas sim de práticas de criação pobres.

Um criador responsável não anuncia um shihtzu fora dos padrões ( pequeno demais )  como uma "imperial" ou "mini shihtzu" . Pelo contrário, ele é vendido como um animal de estimação, apenas como cão de companhia que não será utilizado para reprodução.

Responsáveis criadores se esforçam para criar cães saudáveis que estejam em conformidade com o padrão da raça. O ideal do Shih Tzu é  robusto, saudável, cão ativo com boa substância para seu tamanho. Aqueles que desejam muito um pequeno animal de estimação deve escolher uma outra raça, em vez de destruir as características que tornam o Shih Tzu como um companheiro ideal.
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domingo, 18 de novembro de 2018

Porquê Adquirir um filhote MILK HOUSE Kennel

10 EXCELENTES MOTIVOS PARA VOCÊ ADQUIRIR UM FILHOTE DE SHIH TZU MILK HOUSE KENNEL :

10 EXCELENTES MOTIVOS PARA VOCÊ ADQUIRIR UM FILHOTE DE SHIH TZU MILK HOUSE KENNEL :

1 - Amor & Dedicação: Somos criadores por amor a raça, e optamos em trabalhar 24hs criando cães não temos funcionários o trabalho é feito em família, é uma dedicação diária, de segunda a segunda, sem feriados ou domingos, unindo nossa família em todas as tarefas, num revezamento constante;
2 - Nosso Plantel: Nosso plantel é rigorosamente selecionado, visando não somente a beleza, mas o temperamento, o porte, e a seleção de cores, enfim, estamos em constante evolução e sempre investindo no aprimoramento da raça; (Linhagem de origem Importada dos EUA/Canadá e de Grandes Campeões e Pedigree CBKC). Quanto ao seu tamanho, os nossos filhotes pesam entre uma média de 4,5 kg a 6,0 kg quando adultos, que é considerado o menor tamanho dentro do padrão da raça.
3 - Especializados na raça e por consequência também na /linhagem fígado ou chocolate: O que determina um cão da cor/linhagem fígado ou chocolate são os contornos dos olhos, a trufa, a boca, e patas na cor fígado/chocolate e o pelo em nuances do fígado ou chocolate, claro ou escuro; O alelo "B" é o responsável pela cor preta, é o dominante do par. Os genes "b" são recessivos e são eles que produzem as cores fígado, chocolate, comum no Labrador, nos Gundogs, o vermelho do Australian Shepherd, o bronze do Newfoundland e o acaju do Dogue de Bordeaux;
4 - Cuidados com nossos Filhotes: O Shih Tzu é uma raça com crescimento tardio, isso significa que, em nosso Canil, os filhotes ficam com a mãe até 55 dias e só então são desmamados, sendo que aos 35 começamos com o trabalho de adaptação a ração, passando pela papinha, depois pela ração amolecida, para só então chegar na ração sólida, Super Premium; Por isso não entregamos antes de 60 dias de vida; Todos os nossos filhotes têm acompanhamento de nosso veterinário desde o nascimento até a entrega atestando perfeita saúde;
5 - Vermifugação: Nosso trabalho começa antes mesmo do filhote ser gerado, a mãe e o pai já passam por um tratamento de vermifugação antes de acasalar, após o nascimento, já com 21 dias, os filhotes e a mãe tomam a 1ª dose de vermífugo, com 36 dias a 2ª dose (preventivo de giárdia), 51 dias a 3ª dose, e se ainda estiverem conosco com 60 dias a 4ª dose (preventivo de giárdia);
6 - Vacinação: Novamente nosso trabalho começa antes mesmo do filhote ser gerado, a mãe e o pai já tomam uma dose da vacina V10 (Importada) para acasalar, os filhotes com 45 dias, tomam 1ª dose da vacina V10 (Importada), e se tiverem ainda conosco, com 66 dias tomam a 2ª dose da vacina V10, com 87 dias tomam a 3ª dose da V10 e com 120 dias 1ª dose de raiva;
7 - Filhotes Microchipados: Mais uma inovação MILK HOUSE Kennel isso significa mais proteção para seu cão. É um micro-circuito eletrônico, do tamanho de um grão de arroz, usado no mundo inteiro, e no Brasil; Está totalmente dentro das normas ISO, CE, NBR; É um método de identificação individual, permanente e inviolável; O microchip é opcional, consulte valor;
8 - Contrato de Compra & Venda: Trabalhamos com tudo documentado e assinado, onde tanto o comprador (você), quanto o vendedor (Canil), tem suas obrigações e deveres, passando a maior transparência possível e garantias de que você está adquirindo um filhote MILK HOUSE Kennel
9 - Facilidade no Pagamento: Trabalhamos com parcelamento no cartão; Tendo o melhor custo x benefício; Pois unimos qualidade e preço justo; Somos criadores mais com a emoção do que com a razão, por isso, antes de realizar uma venda, levamos em consideração também seu amor a raça, com total abertura para negociações e propostas, lhe dando muita flexibilidade na compra;
10 - Temperamento: Entre os cães de companhia é o que mais gosta de colo e crianças, são extremamente dóceis e gostam também da sua independência e de seus horários de descanso, mas estão sempre interagindo com toda a família e não são hiperativos igual ao York e Maltês e não são estressados igual ao Lhasa;

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A importância da banana para a alimentação do SHIH TZU


A importância da banana para a alimentação do SHIH TZU


Shih tzu pode comer banana? É normal que de vez em quando nós, proprietários que amamos nosso shih tzu, tenhamos a ideia de dar uma coisa gostosa para nosso shih tzu, certo?

Ainda mais quando pensamos em oferecer alguma coisa considerada saudável, como por exemplo uma fruta. Mas será que qualquer fruta pode ser oferecida para os shih tzu ? E no caso da banana?


O shih tzu pode comer banana?


Podemos responder essa pergunta de maneira direita. Sim, shih tzu pode comer banana. Na verdade a banana é muito benéfica para os shih tzu, tanto quanto é para nós. No entanto, é preciso entender que, assim como outras frutas que são permitidas para os shih tzu, o consumo deve ser comedido.

A ingestão de frutas em excesso, incluindo as bananas, pode acabar sendo prejudicial para o seu shih tzu.


Como servir a banana para o shih tzu


Um cuidado importante é descascar a banana antes de oferecê-la ao seu shih tzu. Apesar de ser possível oferecê-la sem cortar, os pedaços menores são perfeitos para serem oferecidos como guloseimas, especialmente para os cães de menor porte.

Considerando que o consumo de frutas em excesso não é indicado para os cães, podemos dizer que oferecer banana ao seu cão uma ou duas vezes por semana é o suficiente, e perfeitamente seguro.


Quantas bananas um shih tzu pode comer?


Se você está se perguntando qual é a porção ideal de banana para oferecer para o seu shih tzu a porção ideal para um cão de porte pequeno não vai ser a mesma em relação a um cão grande, portanto utilize de bom senso na hora de oferecer qualquer porção de frutas ao seu shih tzu.

Lembre-se que o excesso de bananas pode fazer mal para qualquer cachorro, mesmo que ele esteja acostumado com o consumo de frutas, portanto nunca ofereça uma porção grande de uma só vez, especialmente para cães menores. E, é claro, nunca substitua a refeição regular do seu cão por frutas, afinal qualquer fruta permitida ao consumo canino deve representar uma pequena parte da alimentação, como um petisco ou um pequeno lanche entre as refeições.

Dica: uma boa opção para oferecer ao seu shih tzu é a banana prata, ou mesmo a banana maçã. Apesar de que outros tipos de bananas também podem ser consumidos pelos shih tzu, como por exemplo a banana nanica e a banana ouro, a banana prata é uma fruta menos doce, menos calórica e menos ácida, portanto mais indicada para os cães. No entanto, certifique-se de oferecer a banana bem madura. A banana ainda verde por fazer mal ao seu shih tzu.

Importante: O conteúdo desse blog tem caráter meramente informativo, e em nenhuma circunstância, substitui a orientação de um veterinário, especialmente no caso de distúrbios de fundo alimentar, intoxicação, ou qualquer outra patologia relacionada à ingestão de alimentos ou outros produtos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Seu shih tzu está com Coceira mas sem Pulgas - CUIDADO!


Seu shih tzu está com Coceira mas sem Pulgas - CUIDADO!






Sem pulgas, mas com muita coceira - Meu shih tzu não têm pulgas, então porque coça? Você já trocou diversas vezes de xampu, mas seu shih tzu continua se coçando muito. Ai você se pergunta “Isso pode ser alergia a xampus ou a picadas de insetos, como mosquitos e formigas?”




Segundo o professor de dermatologia veterinária da Pontifícia Uni­­­versidade Católica do Paraná (PUC-PR) e coordenador da Uni­da­de Hos­pi­­talar de Animais de Companhia da instituição, a alergia é a principal causa de coceiras nos shih tzu.




Isso acontece porque a pele dos shih tzu é mais pobre em gordura, o que faz com que existam uma quantidade maior de espaços vazios entre as células, expondo mais os nervos.



Porque meu shih tzu coça sem ter pulgas e nem carrapatos








A coceira dos shih tzu pode ser fruto de vários fatores, mas, a alergia tem explicação genética: o shih tzu já nasce com predisposição a desenvolver hipersensibilidade, que pode ser a alimentos, saliva de artrópodes (pulga e carrapato), fungos e bactérias.




Mas a alergia também pode ser resultante de uma dermatite de contato irritante: o shih tzu é sensível a substâncias como xampus, perfumes, talcos e até a produtos de limpeza utilizados para higienizar o chão de casa. “Qualquer coisa pode causar alergia no shih tzu. É necessário que o médico veterinário examine, para constatar qual substância está irritando a pele do seu shih tzu”.



Como descobrir o que provoca alergia no meu shih tzu








Para descobrir o que provoca alergias no shih tzu, é necessário um teste parecido ao realizado com humanos. “O médico veterinário colhe o sangue do shih tzu e o distribui em vários tubos de ensaio. Cada um deles contém uma substância diferente a qual o shih tzu é exposto cotidianamente.




Se a substância do tubo se conectar ao anticorpo imunoglobulina IgE (presente no sangue), significa que ele é alérgico àquela substância”.




Mas, antes de testar qualquer produto para o tratamento da coceira no seu shih tzu, é necessário levar o shih tzu ao médico.



Como evitar a coceira do shih tzu








Para evitar a coceira causada pela diminuição de gordura na pele, chamada de prurido asteatósico, Marconi Rodrigues de Farias recomenda que os banhos sejam dados uma vez a cada 10 ou 15 dias, com produtos mais neutros e água morna.




Perfumes e talcos devem ser evitados, assim como o uso do secador muito quente.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Pedigree falsificado ou esquentado ?

Os Cães tem pedigree ?


Pedigree, bem assunto meio complicado neste últimos anos explico porque.
Bem como tudo no nosso Brasil o famoso jeitinho brasileiro existe pra se falsificar tudo, vou mais a fundo.
E Explico aqui inúmeros fatores que nos fizeram desistir deles.

Aqui explico 3 simples maneiras de se falsificar um pedigree comumente feitos pelos canis e pessoas desonestas.

1.Como não poderia ser diferente assim como não deixaram de copiar nota de  r$100,00  placa de carro, cartão de credito,nãoo deixaram de fazer o mesmo com o pedigree. Pois maquina a laser hologramas selos e etc estão ao alcanço de todos com a internet.

2.O famoso esquentar pedigree.Bem nem todos sabem mais para se obter um pedigree, seus cães devem ter um registro para que você possa pedir o pedigree dos filhotes.Bem digamos que sua cachorrinha teve 5 filhotes bem logo vc devera registra 5 pedigree,bem o que os espertinhos fazem e simplesmente comprar cachorros tb da mesma raça na internet colocar junto a seus filhotes e tb pegar pedigree para eles.(Estes são os famosos anuncio de ¨(Compro sua ninhada pago avista retiro no local¨ Ou seja você leva gato por lebre).

3.E comum  você ver vários anúncios filhotes com ou sem pedigree bem este e o golpe mais fácil pois novamente os espertalhões que sua cadela teve 5 filhotes  pede o pedigree e vende o cachorrinho sem pedigree, (Famosos Anúncios pedigree Opcional), compra um outro cachorrinho da mesma raça e vende a outro com aquele pedigree.

A Realidade  e que e muito difícil de se saber exatamente se um pedigree e verdadeiro ou falso ou melhor de saber se realmente aquele pedigree pertence aquele determinado cachorro pois mesmo um canil registrado pode esquentar pedigree sem nenhum problema. E o pedigree será verdadeiro só não pertencendo a quem deveria.

Bem os céticos diriam

Mais no certificado constam toda linhagem de sangue de meu animal! Sim e verdade la diz quem foi o pai mãe avo e etc.
Bem não consta registro de DNA provando que ele e quem ele diz ser,Logo para vc ter certeza se realmente e, vc teria que fazer o DNA de seu cãozinho e dos suposto parentesco.Bem isto te traria 4 novos problemas,


1.O custo de cada exame  e de aproximadamente r$500,00 reais  por cão, na maioria dos casos este valores serão maiores do que o próprio valor  que vc pagou pelo seu melhor amigo.pois no mínimo teria que fazer 3 exames Mãe, Pai e Filhote r$1.500


2. O segundo e que ate todo este processo caso vc siga a diante e se concretize vc já pegou enorme amor pelo cão que vc adquiriu e não ira devolve-lo.

3.Na maioria dos casos o papel do pedigree tem um ônus a mais no valor do filhote de r$100 reais por um papel em que 99,9% das vezes fica jogado dentro da gaveta por toda a vida do cão.

4.O fato do cão ter pedigree não significa que ele seja bom simplesmente que tem registro pode ser ele um cão agressivo ,pode ter deficiência genética, o que ocorre e que muitas pessoas associam pedigree a qualidade o que realmente não e verdade.Uma comparação simples e a Realeza Britânica são nobres dizem que tem sangue azul e nem todos são pessoas boas, dóceis ou amáveis,mais mesmo assim são pessoas com títulos de nobreza.

Além  de tudo o descrito aqui existe os critérios  de que em muitas raças os PEDIGREE estão MATANDO os cachorros mais este assunto não vou entrar em detalhes pois teria que escrever muito, a melhor forma de conferir isto e assitir a um documentário feito pela BBC de LONDRES uma das emissoras mais RESPEITADA NO MUNDO e um documentário assutador pois tem espécies que estão definhando seja atraves de sua falta de respiração como os Pugs ou porque o celebro estão crescendo mais que o crânio e os cães estão com a cabeça explodindo literalmente com e o caso dos Cavalier .
Se tiver alguma dúvida sobre seu aumigão , sugiro que faça o exame de DNA

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Vacinas para cães – afinal, quais e quando aplicar?

O que talvez você – e muita gente no Brasil, incluindo veterinários – ainda não saiba, é que nem todos os cães precisam tomar todas as vacinas que existem (ETTINGER e FELDMAN, 2005; NELSON e COUTO, 2010). Que nem todas as vacinas precisam ser aplicadas anualmente (WOLF et al 2010). Que as vacinas foram classificadas por estudiosos em essenciais ou core (antirrábica, cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina e, possivelmente, para o Brasil, leishmaniose visceral canina), opcionais ou non-core (leptospirose, “tosse dos canis”, parainfluenza) e não-recomendadas (giardíase, dermatofitose, coronavirose e adenovirose tipo II) (TIZARD, 2009; ETTINGER e FELDMAN, 2005). Que vacinas virais vivas contra as doenças mais perigosas (cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina – as essenciais) podem proteger os cães por 9 anos ou mais (DAY, HORZINEK e SCHULTZ, 2010). Que a recomendação para reforços vacinais anuais é arbitrária e está defasada cientificamente há pelo menos 10 anos. (Na verdade, até agora não encontramos nenhuma evidência científica recente independente, em nenhum lugar do mundo, que apóie reforços vacinais anuais para todas as vacinas.) Finalmente, que a vacinação é um procedimento que não é inócuo. Ela tem potencial de provocar reações adversas imediatas e tardias (MOORE, HOGENESCH, 2010; RASHID et al, 2009; DODDS, 2005).
De fato, inúmeros artigos científicos apontam uma associação entre o excesso de vacinas (que ainda é praticado no Brasil) e o desenvolvimento de inúmeros males crônicos que acometem aos montes os pets de hoje: processos alérgicos (DODDS, 2005), doenças auto-imunes (DODDS, 2005; DAY, 2004; MELLAMBY et al, 2004), tumores (VASCELLARI et al, 2003), poliartrite (KOHN et al, 2003), doença renal crônica (NEWMAN et al, 2002), epilepsia (MEYER, COLES e RICH, 2003) distúrbios comportamentais (JORDAN, 2010) e muitos outros (NICHOLS, MORRIS, BEALE, 2001; VITALE, GROSS, MAGRO, 1999).
É comum ouvirmos que essas informações não são válidas para a “nossa realidade brasileira”, porque “aqui a pressão de infecção é maior” devido a “muitos animais que jamais foram vacinados e que estão doentes e são contagiosos”. É verdade que a maioria de nossos cães e gatos não é vacinada, lamentavelmente. Mas, de acordo com muitos pesquisadores proeminentes, mesmo nos Estados Unidos – país tido como modelo em matéria de vacinação – apenas 50% dos cães recebem vacinas (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Basta estudar um pouquinho sobre células de memória para entendermos que, depois de uma série inicial de vacinas bem feita e um reforço (com produto idôneo e bem conservado, aplicado no animal sadio), os cães desenvolvem proteção contra as doenças virais citadas, por muitos e muitos anos (TIZARD, 2009; HORZNEK e THIRY, 2009). Tal como acontece com as vacinas que nós tomamos na infância e adolescência.
Proteção é proteção. Ao entrar em contato com animais doentes, as células de memória do cão devidamente vacinado imediatamente “fabricam” anticorpos que evitam essas doenças (TIZARD, 2010). Esse fenômeno fisiológico ocorre em qualquer lugar do mundo. As exceções a essas ‘regras’ são as doenças bacterianas (ex: Leptospirose) ou causadas por protozoários (ex: Leishmaniose). Infelizmente, vacinas contra essas doenças protegem os cães por apenas 6 meses a um ano, em média, e requerem portanto reforços freqüentes (WOLF, 2010). Mas essas vacinas podem ser aplicadas separadamente das múltiplas e nem todo animal precisa recebê-las. O ideal é que o protocolo vacinal passe a ser uma conduta realizada sob medida para cada paciente, tendo em vista sua raça, idade, local onde vive, estilo de vida e histórico de saúde. Ou seja, devem ser considerados os verdadeiros riscos do animal contrair as doenças contra as quais ele será vacinado, e também deve-se ponderar se os benefícios de cada vacina superam os riscos inerentes ao procedimento.
É muita informação para digerir de uma vez, eu sei. Mas esse é o caminho da Ciência. Ela caminha para frente, constantemente revendo e questionando práticas antes tidas como as mais seguras e eficientes.  Não é nada fácil romper com paradigmas.  Exige muito estudo, retorno à base, compreender um pouco de Imunologia. Além disso, vacinar de forma inteligente, estratégica, levando em conta o histórico e o estilo de vida do animal, dói no bolso de muita gente – não tenha dúvidas. Essa resistência que ainda encontramos no Brasil faz parte do processo de aceitação dessas novas informações – que aliás, há anos são tema de palestras de congressos e simpósios de prestígio internacional (vide as referências ao final do artigo).
Mas chegaremos lá, pouco a pouco.
Em resumo, vacinas são produtos importantíssimos. Assim como os medicamentos. O que tem sido questionado e revisto por pesquisadores é o abuso delas. Como tudo na vida, vacinas em excesso podem fazer mal. Se podemos proteger nossos melhores amigos com eficiência, usando menos vacinas e, consequentemente, expondo-os a um menor riscos de reações adversas, por que não fazê-lo?
Leia abaixo nossas considerações sobre quais vacinas podem ser aplicadas em cada fase da vida do cão, levando em conta o estilo de vida e outras características particulares de cada animal. Essas indicações são apenas sugestões. Para elaborar um protocolo seguro e eficiente para seu animal consulte o médico veterinário de sua confiança. Como essas informações são relativamente novas no Brasil, pode ser interessante imprimir uma cópia deste artigo e entregar a ele. Aliás, se pudéssemos lhe sugerir a leitura de um artigo científico bastante completo, de peso e muito recente, seria esse.

Cães
60 dias (2 meses):

  • 1 dose de V2 (protege contra cinomose e parvovirose, as duas doenças mais importantes para essa fase e é a vacina com menor potencial de reações adversas).
  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adevovirose tipo II – não contém leptospirose, a fração considerada a mais alergênica das vacinas e desnecessária para filhotinhos tão jovens). Duas empresas no Brasil fabricam a V6: essa e essa.
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V6 + leptospirose).
Observações:
– Não vacine filhotes desnutridos, intensamente parasitados por vermes intestinais, doentes ou com menos de 50 dias de vida. Trate-os e vacine quando estiverem bem.
– Em condições ideais, procure vacinar o filhote a partir dos 60 dias de vida, para minimizar riscos de reações adversas.
– Se possível, ao invés de levar o filhotinho à clínica para ser vacinado, peça ao veterinário que venha atendê-lo em domicílio. Isso reduz as chances de que ele se infecte no consultório.
– Se possível, evite aplicar a vacina V10 em um filhote tão novinho. Ele não tem condições de montar uma resposta imune adequada para tantos antígenos – as doenças mais importantes são a parvovirose e a cinomose – e a V10 tem maior potencial de provocar reações adversas imediatas ou tardias, devido principalmente à presença de quatro leptospiras.
– As vacinas mais seguras, em ordem de segurança, para a 1ª imunização, são: V2, V6 e V8.
– Mantenha o filhote dentro de casa e só permita que ele entre em contato com animais devidamente vacinados.

85-90 dias (3 meses):

  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adenovirose tipo II – não contém leptospira, a fração considerada a mais alergênica das vacinas).
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V2 + leptospirose).
Observações:
– Intervalos de 21-30 dias são mais seguros do que intervalos de 15 dias. Além disso, é importante que o protocolo vacinal do filhote termine aos 4 meses, pois a partir dessa idade, a aplicação de uma vacina de marca idônea e que tenha sido bem conservada, tem 98% de chance de conferir proteção duradoura. Isso acontece,porque o filhote pode apresentar anticorpos maternos até por volta de 3 meses e meio, e esses anticorpos impedem as vacinas de induzirem  uma boa proteção.
– Se quiser socializar seu filhote, procure fazê-lo passeando com ele de carro, com os vidros fechados, ou receba visitas e cães saudáveis e vacinados em casa. Não adiante o protocolo vacinal. Intervalos quinzenais podem resultar no término da série de vacinas de filhote antes dos 3 meses e meio, o que não é recomendável.
– Nessa idade, estando o filhote um pouco mais velho, é interessante aplicar V6 ou V8. Opte pela V8 se existir risco do filhote se infectar com a bactéria que causa leptospirose. Filhotes que moram em casas por onde passam ratos e que dormem em ambiente externo, por exemplo, correm risco de contraírem a doença.
– A V10 continua não tendo um bom custo-benefício. A diferença entre a V8 e a V10 é que a V10 contém duas leptospiras a mais. No entanto, essas leptospiras acometem mais animais silvestres, resultam em doença branda e pouco ocorrem no Brasil. Em tempo, as porções de leptospiras são as mais “alergênicas” das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que “irritam” o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos.
– Se seu cãozinho corre risco de se infectar com leptospirose, saiba que é necessária a aplicação de duas doses, com intervalo médio de 21-30 dias, para que a proteção ocorra. Ou seja, se o filhote receber uma dose de V8 aos 90 dias e receber uma V6 (vacina sem lepto) aos 120 dias, ele não estará imunizado contra a doença. Se a intenção é protegê-lo contra leptospirose, ele deve receber uma dose de V8 aos 90 dias e outra dose de V8 aos 120 dias.

115-120 dias (4 meses):

  • Ou 1 dose de V6 (protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adenovirose tipo II – não contém leptospirose, a fração considerada a mais alergênica das vacinas).
  • Ou 1 dose de V8 (protege contra todas as doenças da V6 + leptospirose).
Observações:
– A partir dos 4 meses de idade o filhote não apresenta mais anticorpos maternos circulantes, o que resulta em uma eficácia de proteção vacinal superior a 98%.
– Aguarde cerca de dez dias após essa última dose para expor seu cãozinho ao convívio com cães desconhecidos, em parques e praças, a fim de que a vacina possa surtir efeito.
– Se possível, não aplique a vacina antirrábica junto com a V6 ou V8. Dê um intervalo de pelo menos  30 dias. A aplicação de várias vacinas simultaneamente pode exigir muito do organismo e aumenta os riscos de ocorrerem reações adversas imediatas e/ou tardias. A raiva não é uma preocupação para cães que vivem nas cidades. É perfeitamente possível aguardar um pouquinho mais e realizar a aplicação aos 5 ou 6 meses, por exemplo.
– As vacinas contra giardíase e contra dermatofitose (micose) são consideradas “não-recomendadas” nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Oceania (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Essas doenças geralmente são brandas e têm tratamento eficaz. Além disso, trabalhos científicos independentes mostraram que as vacinas contra giardíase e dermatofitose não são eficientes e protegem os cães por pouco tempo (até 1 ano).
– A vacina contra “tosse dos canis” é considerada opcional por pesquisadores de Imunologia Veterinária em todo o mundo (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Pode ser interessante para cães que vivem em ambientes repletos de cães ou que freqüentam exposições ou provas esportivas caninas. Tem eficácia moderada, já que freqüentemente os microorganismos causadores da “tosse” não são aqueles contidos na vacina. A doença tem tratamento e, em geral, tem bom prognóstico. A vacina protege por no máximo 1 ano.
–  A partir dos 4 meses de idade, seu filhote pode começar a receber as três doses da vacina que protege contra a Leishmaniose Visceral Canina, que deve ser aplicada em intervalos de 21 dias. Converse com o veterinário de sua confiança e se informe sobre essa vacina.

150-180 dias (5-6 meses):

  • 1ª dose da vacina antirrábica
Observações:
– Prefira vacinar seu filhote no consultório veterinário – e não em campanhas. É mais seguro e você obtém o exame físico veterinário que deve acompanhar todas as vacinações do seu cãozinho.

1 ano e 4 meses:

  • Reforço da V6 ou V8
Observações:
– A V10 continua não tendo um bom custo-benefício. A diferença entre a V8 e a V10 é que a V10 contém duas leptospiras a mais. No entanto, essas leptospiras acometem mais animais silvestres, resultam em doença branda e pouco ocorrem no Brasil. Em tempo, as porções de leptospiras são as mais “alergênicas” das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que “irritam” o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos.
– As vacinas contra giardíase e contra dermatofitose (micose) são consideradas “não-recomendadas” nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Oceania. Essas doenças geralmente são brandas e têm tratamento eficaz. Além disso, trabalhos científicos independentes mostraram que as vacinas contra giardíase e dermatofitose não são eficientes e protegem os cães por pouco tempo (até 1 ano).  (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010)
– A vacina contra “tosse dos canis” é considerada opcional por pesquisadores de Imunologia Veterinária em todo o mundo. Pode ser interessante para cães que vivem em ambientes repletos de cães ou que freqüentam exposições ou provas esportivas caninas. Tem eficácia moderada, já que freqüentemente os microorganismos causadores da “tosse” não são aqueles contidos na vacina. A doença tem tratamento e, em geral, tem bom prognóstico. A vacina protege por no máximo 1 ano (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010).
– A partir dessa idade, tendo recebido 4 doses de V6 ou V8, de marca idônea,  seu cão estará protegido contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina por 9 anos ou mais, contra coronavirose por toda a vida, contra parainfluenza e adenovirose tipo II por pelo menos 7 anos, de acordo com inúmeros trabalhos científicos recentes publicados por pesquisadores veterinários líderes em Imunologia e Infectologia de todo o mundo (DAY, HORZINEK, SCHULTZ, 2010). Daqui para frente, seu cão não precisa mais receber V6 ou V8 anualmente. Ele pode perfeitamente passar a receber um reforço a cada 3 ou 5 anos. Células de memória foram formadas – por essas 4 aplicações – e elas perduram por muitos e muitos anos, possivelmente, por toda a vida do animal. Se porventura ele entrar em contato com a doença, essas células imediatamente passarão a “fabricar” anticorpos que evitarão essas doenças.
– Se a intenção é manter seu cão protegido também contra leptospirose, leishmaniose visceral canina e “tosse dos canis”, essas vacinas sim, precisarão ser aplicadas anualmente, já que induzem a uma proteção de curta duração. Felizmente, já existem vacinas que protegem exclusivamente contra leptospirose. Isso permite que você aplique essa vacina anualmente (por exemplo: um mês antes da época de chuvas e calor, que é quando os riscos de contrair leptospirose aumentam), e aplique reforços de V6 (sem lepto) ou V8 a cada três anos ou mais, com segurança e eficiência. As vacinas contra “tosse dos canis” e leishmaniose visceral canina também são aplicadas separadamente.
– Cães que correm maior risco de contraírem leptospirose são os que frequentam áreas alagadiças, nadam em poças, caçam em matas, dormem fora de casa e/ou têm contato com ratos.
– Se possível, evite aplicar a vacina antirrábica juntamente com a V6 ou V8. Prefira aguardar um mês e aplicar antirrábica, para reduzir os riscos de reações vacinais adversas.

1 ano e 5-6 meses:

  • 1º reforço da vacina antirrábica
Observações:
– Prefira vacinar seu cão no consultório veterinário – e não em campanhas. É mais seguro e você obtém o exame físico veterinário que deve acompanhar todas as vacinações do seu cãozinho.
– Tendo recebido uma dose a partir de 4-6 meses e o 1º reforço da antirrábica um ano depois, o cão está protegido contra a raiva por pelo menos 3-5 anos, de acordo com estudos científicos. No entanto, a legislação brasileira infelizmente ainda obriga o reforço anual de antirrábica.

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